As Estações do Nosso Amor

Quer conhecer um romance incrível?

Hoje, queremos te apresentar uma história incrível, junto com uma novidade!

Aline Bassoli, aluna Hardcover, está com uma promoção de aniversário do seu livro “As estações do Nosso Amor” e não poderíamos deixar de avisar para você que nos acompanha.

As Estações do Nosso Amor

Josh é o mais novo queridinho do cinema mundial. Apesar do sucesso estrondoso, e também justamente por causa dele, sente saudade dos tempos de anonimato e decide usar um disfarce para poder andar livremente pelas ruas sem ser incomodado.
Nanda é uma brasileira que terminou seu curso de idiomas em Londres e decide sair pelo velho continente em um mochilão até seu visto expirar.
As Estações do Nosso Amor conta a história dessas duas pessoas tão diferentes e, ao mesmo tempo, tão parecidas na vontade de viver a vida plenamente, curtindo cada momento como se fosse único.
Entre paisagens cenográficas eles vão se envolver e descobrir que na vida real, o glamour das telas não está tão presente assim.
Venha viajar ao lado de Nanda e Josh, nessa aventura repleta de romance, tórridas cenas de amor, distâncias, fofocas e invasão de privacidade enquanto eles fazem de tudo para que seu amor sobreviva aos conflitos dessa jornada.

Conversamos com a autora sobre seu processo criativo e sua jornada com a Hardcover. Confira:

1- Como é o seu processo criativo?

Eu sempre fui de prestar muita atenção ao meu redor, então uma cena cotidiana, uma frase ou uma situação normalmente são o gatilho para a ideia inicial. Daí eu penso: “nossa, isso daria uma história…” e a partir daí começo a visualizar na mente as características daquilo que quero contar. 

2- De onde vem sua inspiração?

Dos momentos cotidianos, mas normalmente no banho, quando estou mais relaxada, a história ganha forma, as ideias vão surgindo mais nitidamente.

3- Qual a maior dificuldade que você encontrou durante a escrita do seu livro?

A falta de disciplina para “sentar e escrever”… rs … acho que é minha maior dificuldade. Às vezes está tudo esquematizado, mas falta essa disciplina de tirar aquele tempo pra me dedicar completamente à escrita.

4- Qual a sensação de receber um feedback positivo dos leitores sobre seu livro?

É simplesmente maravilhoso. Saber que a minha história mexeu de alguma maneira com o leitor é muito animador, reconfortante e incrível. 

5- Como a Hardcover te ajudou no processo de criação de suas histórias?

Além das técnicas (algumas eu já fazia instintivamente), foi tomar a consciência da história, saber “como” e “o que” usar, “onde” e “quando”… isso dá um poder e melhorar mil vezes a habilidade da escrita, de envolver o leitor e levá-lo exatamente para onde você quer que ele vá. A Hardcover é fundamental pra isso. 

Além deste, Aline tem outros livros disponíveis para você conhecer e se apaixonar:

Depois Daquela Noite
Depois que seu carro ficou sem combustível e seu celular sem bateria numa noite chuvosa no meio da estrada, Letícia precisa decidir se segue a pé até a cidade mais próxima – que não está tão próxima assim – ou arrisca buscar ajuda num misterioso prédio não muito longe de onde está. Sua decisão mudará para sempre sua vida!
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Noite de natal
Sinopse: É noite de Natal. Tati está em casa querendo curtir seus seriados em paz, mas sua cunhada a convence a ir numa festa na cidade. Lá, ela vai se encontrar com Juliano, um carinha da sua adolescência com quem ela já ficou duas vezes, mas na hora H, as coisas nunca acabaram exatamente bem.
Será que nessa noite o resultado será diferente?
Vem descobrir!!!
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A lenda da tempestade
Sinopse: Amanã tinha que tomar conta de seus irmãos. Uma tarefa simples e entendiante, mas que ela deveria cumprir sem reclamar. Um descuido e ela se vê obrigada a entrar na mata proibida e enfrentar, com toda sua coragem de curumim, o temido e cruel Caiuá, ser das trevas que anseia pelas almas inocentes dos seus irmãozinhos.
Conseguirá ela, apenas uma criança, salvar a si e todos da sua tribo?
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O paciente 241
Sinopse: Para dr. Pacheco, aquele não era só mais um paciente. Aquela gravação, aquele depoimento… e mesmo assim, ele não resistia a ouvir mais uma vez…
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Obrigada por ler até aqui! Um abraço e até o próximo post. ❤

O que todo escritor de ficção deve saber!

Você sabia que existem algumas coisas que todo escritor de ficção deve saber?

Existem alguns pontos necessários que um autor de ficção precisa se atentar na hora de começar a colocar suas ideias no papel, já que, este gênero literário exige uma imaginação fértil e muita originalidade.

1- Leia muitos livros de ficção!

Se você ainda está germinando a ideia de escrever uma ficção, saiba que ler muitos livros desse tipo é excelente para que sua imaginação comece a trabalhar. Procure autores que são referências do gênero e não economize tempo para leitura. Só não se esqueça, busque inspiração mantendo sua originalidade.

2- Escrever textos bons, exige perspectiva.

Para dar vida a uma história que não seja superficial, você deve enxergar o que parece óbvio de maneira diferente. Escritores sentem e observam de formas únicas, e é desse talento que as boas histórias nascem.

3- Uma boa ficção precisa de bons personagens.

Não adianta ter o enredo perfeito, se seus personagens não têm profundidade para protagonizá-lo. Invista em técnicas para deixar seu personagem marcante, as melhores dicas para isso são, pesquisar e ter uma boa fonte de inspiração.

4- Bons personagens merecem viver boas histórias.

Também não vale criar personagens maravilhosos para viverem uma jornada superficial. Uma ficção bem escrita, exigirá muita técnica e dedicação.

5- Escreva o que te trouxer prazer!

Não comece a escrever uma história cheia de zumbis se o que você realmente gosta é de vampiros. Jamais busque escrever temas que estão em alta buscando visibilidade. Um bom livro deve ser escrito com paixão. Caso contrário, não irá conquistar muitos leitores.

Agora que você já conhece as peças fundamentais, já pode começar a trabalhar para escrever sua ficção de uma maneira que conquistará os leitores desde o início!

Muito obrigada por ler até aqui!

Em breve você poderá embarcar em uma incrível fantasia!

Josi Guerreiro, aluna Hardcover, está nos últimos preparativos para lançar o primeiro livro de uma saga fantasiosa que com certeza irá te conquistar desde a primeira página!

Final Apocalypse – O réquiem das sombras

Após fugir da Academia dos Anjos, Angelo parte para a Terra em busca do signo perdido de Gêmeos. Mergulhado nas sensações terrenas, o jovem anjo descobre que terá que viver como um adolescente comum até cumprir sua missão, pela qual esperou por tanto tempo. Como se a adaptação aos sentimentos humanos já não fosse o suficiente, Angelo ainda precisará fugir de seres malignos muitos poderosos. Nessa aventura terrestre, restará a ele descobrir o significado da amizade e do amor, admitindo que acreditar em si mesmo é fundamental quando se deseja fazer algo que pode mudar a vida de outras pessoas.

Sobre a Autora:

Josi Guerreiro mora em Maringá, Paraná, e é formada e pós-graduada em Artes Visuais. Ilustradora e professora de desenho, atua em um projeto que atende crianças socialmente fragilizadas. Além do amor pelas artes visuais, Josi também é cosplayer há mais de dez anos, confecciona seus cosplays e acessórios e participa ativamente como jurada e organizadora de concursos em eventos de cultura pop e geek. Leitora beta de romances fantásticos, participa da comunidade de escritores Vivendo de inventar desde 2018 e é membro da Hardcover storytelling academy, agência de desenvolvimento narrativo. O réquiem das sombras é seu primeiro romance e faz parte da saga Final apocalypse, um projeto de história em quadrinhos no estilo mangá que passou a ser desenvolvido como romance. Apaixonada por livros de aventura e fantasia, a autora tem como influência J. R. R. Tolkien, J. K. Rowling, Rick Riordan e G. R. R. Martin.

Perguntamos à autora, um pouco sobre o seu processo de criação e como a Hardcover tem auxiliado. Confira:

1- Como é o seu processo criativo?

Bom, eu sempre começo com a ideia do enredo, o que move a história. Depois disso eu começo com a criação dos personagens, características físicas e psicológicas, como ele estará ligado a trama e aos outros personagens. Costumo assistir vários vídeos sobre o tema que estou trabalhando e filmes, o que me ajuda a estabelecer o clima da história e sua imersão. O primeiro rascunho eu escrevo despretensiosamente. Depois do texto descansado, reescrevo tudo. Após a obra terminada, passo por uma reescrita geral, sempre contando com a opinião e leitores betas e leitores críticos.Por ser da área de artes visuais, o imagético me inspira demais, e tento descrever o mundo à  minha maneira.

2- De onde vem sua inspiração?

A inspiração, para mim, vem de várias direções, como a arte em geral: desenho, música pintura, cinema, jogos, o que acaba refletindo na forma que descrevo cenas, ambientes e sentimentos de uma forma mais sinestésica ou poética. 

A fagulha inicial de uma história pode vir de uma música, de uma imagem, ou até de um vídeo de curiosidades. Minha mente fervilha de ideias! Gosto principalmente de teorias da conspiração e situações absurdas. 

Outro fato que me incentiva a escrever é pensar no meu público alvo, o infanto-juvenil, na mesma faixa etária de meus alunos de desenho. 

Muitas vezes me pego recordando como os livros que li com essa idade me marcaram tanto a ponto de almejar ser escritora. Fico aguardando o dia em que meus livros mudarão a vida dessas crianças e que terão um lugar especial em suas memórias de infância e pré-adolescência. Ao mesmo tempo que sinto uma grande responsabilidade, tento trabalhar esses temas tão singulares dessa idade, de forma fantástica e divertida.

3- Qual a maior dificuldade que você encontrou durante a escrita do seu livro?

Retirá-lo da “gaveta”, e aceitar que a ideia era boa o suficiente para ser publicado.

É sério, precisou da Mag [Brusarosco, nossa consultora de narratologia da Hardcover] me dizer e insistir que a idéia era boa para eu acreditar, pois meus amigos já me falavam isso. Precisou vir de uma profissional da área tudo para eu acreditar.

Antes de fazer as aulas da Hardover, eu tinha a falsa impressão que o texto precisava nascer perfeito na primeira escrita, e eu me sentia muito derrotada por não conseguir fazer tão bem aquilo que eu almejava. Agora sei que a escrita é um processo de amadurecimento e partilha, uma pedra bruta a ser lapidada com muita paciência. Estar em uma comunidade de escritores me ajudou muito a compartilhar o que escrevo, aprender com os outros e a confiar a dividir tarefas do processo de edição e correção.

4- Qual a sensação de receber um feedback positivo dos leitores sobre seu livro?

É o mais delicioso dos mundos, receber os feedbacks junto aos sorrisos, aos áudios felizes (ou revoltados, dependendo da cena). É para isso que existimos, para levar a reflexão ou simplesmente deixar o dia das pessoas mais felizes depois da leitura, como também ajudá-las a entender seus sentimentos e frustrações através dos personagens.

Como professora, eu acredito que a leitura transforma e nos ajuda a sermos pessoas melhores, pois nos colocamos no lugar do outro (os personagens) em um exercício de empatia e catarse.

Neste momento você percebe que está fazendo aquilo que nasceu para fazer: escrever, e de quebra colecionar sorrisos (por vezes lágrimas).

5- Como a Hardcover te ajudou no processo de criação de suas histórias?

Minha vida de autora pode ser dividida em “Antes da hardcover” e “Depois da Hardcover” (risos).

O meu primeiro livro ficou uma década parado. Depois de começar o curso e as lições, além de reescrevê-lo melhor, terminei os dois livros seguintes da trilogia em 6 meses.

Ou seja, com as técnicas e os conselhos dos tutores, as história fluem mais facilmente, a ponto de estar prestes a lançar meu primeiro livro este ano O Réquiem das Sombras pela Plus+ Editora (sim, esse é o livro que ficou guardado durante uma década), e passar na seleção da Antologia de ficção científica  Ano Zero da Editora Lura, com meu conto ∑.V.α.

A Vivendo de Inventar além de ajudar o autor iniciante com as técnicas necessárias para escrever um bom livro, ela nos prepara também para o mercado editorial. Além disso, temos a troca de conhecimento de diferentes áreas com membros que são de diversas áreas do mercado editorial: designers, ilustradores, diagramadores, roteiristas, capistas, leitores betas ou críticos e revisores. 

Desta forma, chegamos muito mais preparados ao mercado editorial, pois adquirimos muito conhecimento e bagagem através dos exercícios, antologias, e do acompanhamento que a Hardcover proporciona.

Quando você está entre seus colegas de profissão, menos se sente só, e mais força acumula nesta caminhada árida que é ser escritor no Brasil.  Seguimos firmes e juntos!

Além deste, Josi também está participando da próxima antologia da Lura Editorial, “Ano Zero”.

Para acompanhar o trabalho da autora e saber mais sobre o lançamento do livro, siga suas redes sociais:

Um abraço e até o próximo post!

Nossos orgulhos!

Com muito brilho nos olhos, hoje contamos a vocês que Josi Guerreiro e Tiago Carvalho, alunos Hardcover foram aprovados para participar da próxima antologia da Lura Editorial, “Ano Zero”.

Sobre a Antologia

Alguns anos após o grande mal que se estendeu sobre a Terra, sem qualquer controle, envolvendo pessoas, empresas e o fluxo de informações, a maioria da população não sobreviveu. Migraremos para as colônias interplanetárias ou permaneceremos numa Terra decadente e dizimada?

Como descrever o mundo reiniciado? O que é sobreviver após a destruição? Alianças, confiança, ameaças, segurança, tudo está abalado. O que é bom ou mau? O que pode mudar para sempre a percepção da realidade? Desfrutaremos de um mundo melhorado, ou afundaremos ainda mais devido aos erros dos laboratórios bioquímicos clandestinos?

Rastreamento e identificação por meio de implantes definirão quem está curado? Novas normas de comportamento serão adotadas e, devido ao contágio, desenvolveremos máquinas interligadas, autômatas, superinteligentes e aptas a tomar decisões que podem afetar todos nós? Inteligências Artificiais atingirão a autoconsciência para moderar e assombrar o ciberespaço?

Essas são as perguntas que chicoteiam nossa mente nos dias atuais. Como seria o Ano Zero?

Acompanhe os autores nas redes sociais:

https://www.instagram.com/autora_josi_guerreiro/

https://web.facebook.com/autoraJosiGuerreiro/

https://www.instagram.com/tiagocarvalho_arte_criacoes

Acompanhe o trabalho da Lura Editorial:

https://www.instagram.com/lura_editorial

Para saber mais sobre a Antologia e a participação dos nossos alunos, acompanhe nosso blog e redes sociais!

Um abraço e até o próximo post!

Vida de Autor!

Olá, leitores!

Hoje é dia de apresentar mais histórias boas para vocês. Se você gosta de livros com protagonismo feminino, se prepare, porque vamos trazer uma autora que se dedica a escrita desse tipo de obra!

Carol Façanha, 27 anos, é escritora e doutoranda de literatura de língua inglesa na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ). Participa como escritora integrante da Sala de Storytellers WolfPack, comandada pelo autor de terror nacional, André Vianco. Em seus livros e na sua pesquisa, lida com armadilhas simbólicas em personagens femininos através de releituras de obras clássicas ou pesquisando os gêneros da Poética Gótica e da Distopia Contemporânea.

Sobrevida dos Pássaros

“Desde a Medida 91, mais mulheres estão sendo inindentificadas. Cada vez mais, dedos são apontados uns
aos outros conforme mulheres se acusam e são levadas para interrogatórios, jamais sendo
vistas novamente.

Cyntia está preocupada que Apolina, sua patroa, possa estar envolvida em alguma
atividade ilegal. Ela tem sido relapsa com a sua aparência, a causa principal para uma mulher
ser inindentificada em Luminosa. Aquela que for pega fora dos padrões de Etiqueta e
Compostura será convidada a seguir para o temido Interrogatório.
Mal sabe Cyntia que sua ansiedade é mais que justificada, pois Apolina conseguiu
colocar as mãos num artefato perigoso. Um artefato que poderia comprar, para todas que
vivem em jaulas, a liberdade que elas esqueceram de sonhar.
Em Luminosa, nada é o que parece.
Por baixo da ofuscante penugem de um pavão, jamais é possível prever o que estranha e maravilhosa criatura carrega em suas profundezas e por vezes as armas mais eficientes que temos caminham na fronteira do que nosso inimigo espera ver e do que efetivamente está em curso nos bastidores. Por baixo das volumosas saias de tafetá das belas senhoras de Luminosa, entre um chá das cinco e uma risada cintilante, se esconde a chave da liberdade daquelas mulheres que mesmo intensamente vigiadas, se lembraram de olhar para os céus e se inspirarem nas nuvens para recuperar as
asas que lhe foram tomadas, uma medida por vez.”

Perguntamos à Carol, um pouco sobre seu processo criativo e como a Hardcover tem auxiliado em sua carreira. Confira:

1- Como é o seu processo criativo?


Ele tem variado, pois tenho aprendido com alguns tombos que levei, Atualmente, sou admiradora do regime fast draft, em que a primeira escrita se dá em maratonas velozes, em jorro de pensamento, justamente para que eu não peque pela autossabotagem. Porém, para que este regime funcione, é necessário severidade na preparação e no planejamento desta etapa.


 2- De onde vem sua inspiração?

Ah, de muito lugar.. principalmente da música, no Spotify tem álbuns inteiros que são verdadeiras obras de arte, me colocam no centro da história e até me revelam coisas que eu não sabia inicialmente. É uma espécie de transe. O Pinterest também é ótimo, mas por algum motivo é mais fácil me desfocar com imagens. Posso ficar horas no Pinterest caçando fotos, mas ao final deste período sinto que investi mais num hobby do que numa imersão imagética ou numa pesquisa de romance.


 3- Qual a maior dificuldade que você encontrou durante a escrita do seu livro?


 O medo do patético. Quando eu estou escrevendo pela primeira vez, fica muito óbvio para mim quando algo não está funcionando, é como um sino que não para de tocar. E, como pode imaginar, é imensamente desconfortável escrever ao som de um sino, uma espécie de coro grego bradando a plenos pulmões no meu ouvido “isso não está bom o suficiente”. Abandonar a escrita no meio foi meu maior problema e, nesse sentido, encontrar uma rede de apoio foi essencial para mim, Não vou dizer que hoje não tenho medo nem que o desagradável coro grego da vergonha me deixou, mas definitivamente me sinto mais equipada para não me deixar convencer pela sua sinfonia. Conhecer algumas das técnicas que o Vianco apresenta, em especial as fábulas, foi também interessante para me servir de bússola e me ajudar a desenvolver um pensamento crítico: isso não está funcionando mesmo ou é só a minha autossabotagem atacando de novo?
No geral, é minha autossabotagem não entendendo os percalços naturais de todo processo criativo.

4- Qual a sensação de receber um feedback positivo dos leitores sobre seu livro?


É muito gratificante. Mas mais do que receber feedback com elogio à minha escrita, gosto mais do sentimento de identificação. O George Orwell, escritor que gosto muito e que escreveu a distopia 1984 falou algo que ressoa muito comigo:  “‘Perhaps one did not want to be loved so much as to be understood” (“Talvez mais do que ser amado, nós queremos ser entendidos”). Acho que quando comecei a rascunhar os primeiros contos, eu realmente achava que o que eu queria era a celebração do meu modo de escrever, mas depois, e com a repercussão do Sobrevida (dos Pássaros), tenho me tocado que não. O que eu queria era esta sensação de reconhecimento que a escrita produz, esta conexão humana que vai e volta. O leitor se identifica com algo ali que escrevi e me dá o feedback, e aí subitamente estamos ligados por uma espécie de magia, um ensaio de amizade que parece dizer: “olha, eu te entendo, eu já passei por algo assim, eu já senti algo parecido”. E acho que até mais do que isso: “eu te enxergo”. Essa conexão humana, me parece, é o maior legado da arte, nos aproxima um dos outros. Ironicamente, o mito do gênio amargurado trancado num quarto ainda vigora em alguns círculos de escritores, o que lamento. A escrita me devolve ao mundo, não me aparta dele.

5- Como a Hardcover te ajudou no processo de criação de suas histórias?

Acho que a questão toda foi a troca entre os escritores e o conhecimento dos cursos. Entrar numa cadeia de pessoas que estavam buscando a mesma coisa que eu (ou não, como depois fui percebendo as nuances dentro dos grupos) e a oportunidade de trabalhar diretamente com o Vianco na Sala WolfPack foram dois divisores de águas. Mudou a forma como enxergo a escrita e como enxergo a mim. Me fez entender também que a escrita funciona em bases muito mais colaborativas do que a gente imagina no início. Quebrou a redoma que eu tinha construído nos primeiros anos de escritora silenciosa. Naquela época, a escrita era um segredo que eu tinha num quarto escuro às 5 da manhã. Mas se por um lado a escrita é isso,isto é, trabalhar em “gabinete fechado”, ela também pode ser mais: pode ser achar irmãos de alma e escrever junto com eles, pode ser aprender com autores de outros gêneros. A escrita pode ser bem mais que uma arena de egos inflados. E a escrita pode também ser um espaço de fé, de coragem, de recomeços. A escrita podia ser tudo isso e eu não sabia. 

Além de Sobrevida dos Pássaros, você ainda encontra mais uma grande obra da autora na Amazon:

Filha da Lama

A tradição rebenta na costa todas as estações, verão e inverno.
Não há nada mais poderoso que a tradição.
Mas o Primeiro Cântico de Solarium pode te surpreender.

Cavalgue pelos condados do norte e desvende os mistérios por baixo das plantações de trigo. Com mais coragem, conseguirá passar pela Ponte Levadiça, não hesitará à visão do torreão de pedra e ganhará o pátio.

Você está perto agora.

Talvez consiga atravessar pela multidão que celebra mais um Festival da Purificação e alcance o Átrio do Castelo do Rei Sol. Talvez consiga até mesmo cortar caminho pelo Vestíbulo Esquerdo e não se deter para admirar o quadro da Rainha Cécile na Sala do Trono.

Os últimos raios de sol já despontam da torre mais alta do Castelo de Solarium e você chegou a tempo. Bem a tempo de espiar pelos olhos de uma jovem amaldiçoada em um reino em ruínas. Ignis Solaris vai guiar seus passos.

O meu único conselho antes de ingressar em tortuoso trajeto: Não siga as aranhas.”

Para saber mais sobre a autora, siga suas redes sociais e acompanhe seu trabalho. Acesse o link: https://linktr.ee/carolfsmwrites

Muito obrigada pela atenção e até o próximo post!

28/08/20020

Um mês marcante para os autores da VDI e para os membros Hardcover!

Para quem quer viver de escrever, ter sua história publicada é uma grande conquista e este mês tivemos conquistas múltiplas na Hardcover.

Este mês de agosto foi muito especial. Junto com a equipe da Vivendo de Inventar, com a sempre presente consultora da narratologia, Margareth Brusarosco, com a ajuda de nosso querido Juan Ricarte e a minha presença, André Vianco, lançamos a tão esperada Antologia Romântica e a badalada antologia “O lado sombrio do Sítio”

Nos dois livros tivemos a mão competente da equipe da Lura Editorial que realizou esse sonho de muitos autores e, de quebra, tivemos uma noite deliciosa no Espaço Cultural Eclipse.

Agradecemos demais a equipe da Lura e também ao organizador da Antologia “O lado sombrio do sítio”, Felipe S. Mendes que compilou textos impressionantes para compor esse apanhado de contos de vários autores da Hardcover que se embrenharam no imaginário de Monteiro Lobato e trouxeram suas visões particulares de cada mundo.

Para mim, mentor e propagador entusiasmado das técnicas de storytelling foi um prazer imenso receber tantos autores da Hardcover nesse evento, trocar abraços, autógrafos (meu livro ficou bem autografadinho!) abraços e ter esse contato físico com escritoras e escritores do Brasil todo que se juntaram lá no Eclipse.

Nós da VDI já estamos aqui preparando os próximos passos e próximos movimentos para ter mais histórias do nossos autores Hardcover publicadas. A Antologia “O último grão de areia” está em fase de seleção e em breve apareceremos aqui para anunciar os selecionados. A qualidade do que vocês escrevem e constroem está nos impressionando cada vez mais e nos dando a certeza de que estamos no caminho certo e fazendo nosso dever de casa, ensinar para cada um de vocês, um pouquinho de cada vez, a importância de atingir a “consciência narrativa” para que sigam em frente nesse difícil, mas delicioso, ofício que é viver de contar histórias.

Flipelô!

Um dia antes do lançamento das antologias Romântica e O lado sombrio do sítio eu tive a honra de participar da Feira do Livro do Pelourinho, mais conhecida como Flipelô! Gente! Aquele lugar é uma delícia.

Lá também tive a honra de me encontrar com autores da Hardcover que subiram a ladeira do Pelourinho para me assistir participando de uma bate-papo com leitores junto com o escritor de terror do Rio Grande do Norte, o querido Márcio Benjamin. Autor de preciosidades como “Fome” e “Maldito Sertão”.

Os leitores presentes ao evento trouxeram suas famosas pilhas de livros do “Vianco”, que autografei com o maior prazer do mundo.

E não para por aí!

Agora em setembro estarei na Bienal do Livro do Rio de Janeiro nos dias 6, 7 e 8, participando de eventos e encontros com leitores. Marque ai na sua agenda e conheça a programação clicando aqui.

Acredite, vale muita a pena escrever. A gente começa com um livro e vai progredindo. Aos poucos você consegue criar uma rede de leitores e, criando sua audiência, você também vai poder viver de contar histórias. Viver de inventar. Não perca meu conteúdo. Quer saber mais sobre a arte de escrever histórias, ter milhares de leitores e viver de escrever? Quer saber como publicar seu livro, não se perder em suas ideias e a entender como editores e executivos da Indústria do Entretenimento escolhem as próximas histórias que irão povoar a mente dos leitores e espectadores? Vem! Segue a Vivendo de Inventar! Clique aqui e inscreva-se em nossa newsletter e não perca uma postagem nenhuma aula e aprenda cada vez mais a viver dessa arte duríssima, mas deliciosa que é a de seduzir multidões com a sua imaginação. Tenha seus livros publicados e uma legião de leitores pedindo sempre por mais.