Como escrever histórias mais longas?

Alguns escritores são mais atraídos pelos contos e histórias que sejam mais breves, porém, é comum que, quando esses mesmos escritores busquem criar histórias mais longas, encontrem uma certa dificuldade. Sabendo disso, elaboramos algumas dicas para ajudar esses autores a não desistirem de escrever seus livros grandes, mesmo que pareça coisa de outro mundo.

1 — Pense em criar mais personagens.

Escrever uma história com mais personagens do que você está acostumado vai te trazer uma possibilidade maior de criar tramas e consequentemente, tornará a história mais longa.

2 — Pense em como colocar o seu protagonista em problemas. kkkkkkk

Parece engraçado, mas para quem é acostumado a escrever contos e histórias curtas, pensar em situações que possam estender a trajetória do seu protagonista é muito importante. Você pode envolver os personagens secundários nessa hora.

3 — Estenda um pouco seu tempo de escrita.

Todas às vezes que você for escrever um trecho ou capítulo da sua história, se desafie a ficar mais 10 ou 15 minutos do que está acostumado e perceba como você pode acrescentar detalhes ao ambiente da história, características aos personagens e trilhar caminhos maiores para os mesmos.

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Série Indica- Especial Hardcover

O primeiro episódio da Série Indica já saiu lá no Instagram da autora Lilian Stocco!

O episódio foi marcado pela leitura de um trecho do conto “Horror em minhas costas”, escrito pela autora Taís Ortolan,

e faz parte da antologia da Amélie Editorial “23 Formas de Morrer”.

Você pode conferir o trecho escrito aqui no nosso blog, e a live completa nos perfis @Lstoccoautora e @vivendodeinventar lá no Instagram. Siga também a @leia.taisortolan

TRECHO DO CONTO: “Horror Em Minhas Costas

Enquanto trabalhava naquela noite, tão comum quanto qualquer outra, ele sentiu a dor nas costas especialmente incômoda, sem encontrar uma posição de alívio. Ele se revirava na cadeira pequena da portaria, procurava locais de apoio para os braços e pernas. Tentou até dobrar seu casaco e colocar na lombar, mas nada mudou. 

Fran suspirou. Os médicos atribuíam tudo à má postura e à tensão muscular, adquirida pelo famigerado transtorno do estresse pós-traumático. Tudo bobagem, é o que Fran pensava. Só os ricos têm tempo de ter esse tipo de doença da mente. Uma médica, a mais baixinha, que ele aprendera a simpatizar, indicou a ele que fizesse fisioterapia. Ele frequentara por um tempo, mas não sentia a menor diferença e achava tudo muito esquisito. E a dor só aumentava com o passar dos dias, como se a própria força da gravidade estivesse puxando-o para o chão.

Cansado de lidar com a cadeira e a falta de conforto, Fran se levantou e saiu para esticar as pernas, agradecendo pela liberdade, uma das vantagens de se trabalhar em um prédio comercial durante a madrugada. Tentou se alongar pensando no que ele daria para que a dor passasse. Quase tudo, provavelmente.

  Fran andou até o banheiro vagarosamente, sentindo um cansaço que não condizia com a sua idade. Ele não era religioso, mas se encontrou esperando que os movimentos fizessem algum tipo de milagre e proporcionassem pelo menos um pequeno alívio.

Assim que entrou, olhou de relance para o espelho, e isso foi o suficiente para que visse o horror em suas costas. Durou apenas um segundo, mas viu tudo o que precisava para que começasse a suar frio e seu sangue gelasse. O horror. A forma humana empoleirada em seus ombros. Ele se jogou no chão, sacudindo e debatendo cada milímetro do seu corpo, seus gritos de agonia ecoando pelos azulejos do banheiro vazio. Não sentiu nada sair de cima de si, mas, ao mesmo tempo, não encontrou nada quando tateou seus ombros.             

Caído no chão, trêmulo, ele buscou o topo de sua cabeça. Arrastou-se para a parede mais próxima e forçou as costas ali para garantir que era tudo uma loucura sádica de sua mente. Olhou em volta, buscando algo que não queria realmente encontrar. Não havia sinal de nada, além dele mesmo. 

Não perca o próximo episódio da Série Indica- Especial Hardcover, neste sábado,  14/11/20. Não deixe de conhecer as histórias incríveis que nasceram na Hardcover!

Como descobrir o meu público alvo?

Você terminou de escrever o seu livro e não sabe qual a melhor maneira de publicá-lo e muito menos quem serão seus possíveis leitores? Saiba que conhecer o seu público é muito importante, já que, com essa informação, você conseguirá decidir a sua plataforma de publicação, o preço do seu livro, a forma como ele será divulgado e muitas outras coisas.

Hoje vamos compartilhar algumas maneiras de descobrir o seu público alvo.

1- Use a internet!

Se você é ativo em suas redes sociais e tem uma conta comercial no Instagram, você consegue saber algumas informações, como a média de idade, região e gênero das pessoas que te seguem. Isso te ajudará muito na hora de direcionar seu conteúdo, seja ele um livro ou a divulgação do mesmo.

2- Pesquise sobre o gênero que você escreve.

Ainda bem que a internet existe hoje em dia, não é mesmo? Pesquisar sobre o gênero que você escreve é muito importante. Desde as preferências sobre o visual do livro, idade das pessoas que mais leem o gênero que você escreve até as plataformas que o seu público utiliza para consumir literatura, são informações determinantes para decidir onde e como publicar seu livro.

Vamos dar um exemplo: O relatório Listen & Read: The battle for attention, disponível no PublishNews, afirma que Audiolivros e podcasts são muito populares entre as gerações X (40-55 anos), Y (25-39 anos) e Z (16-24 anos). Já a geração “Baby Boomers” (56 anos e mais) prefere os livros físicos. Isso não significa que publicar seu livro físico para o público jovem seja ruim, apenas mostra que existem outras maneiras de publicar e ser conhecido caso os livros físicos ainda não sejam uma realidade para você.

3- Tenha perfis em redes sociais feitas para leitores.

O Wattpad e o Skoob, por exemplo, são plataformas que disponibilizam leitura gratuita e uma interação próxima e eficiente entre leitores e escritores. Você pode pesquisar sobre o seu público alvo escrevendo contos e observando quem são seus leitores ou lendo contos de outros escritores do mesmo gênero que você e analisando quem são as pessoas que chegam até eles. Isso te trará uma noção muito grande sobre quem é o seu público, e o melhor de tudo, de graça!

Essas foram três dicas básicas para você conhecer seus leitores, esperamos que a partir daqui, a sua jornada de publicação seja mais fácil.

Obrigada pela atenção e até o próximo post! ❤

Como escrever uma sinopse que conquiste o leitor?

Chegou a hora de escrever a sinopse do seu livro sua cabeça deu um nó?

Saiba que você não está sozinho. Boa parte dos escritores encaram a sinopse uma das etapas mais difíceis na escrita de suas obras. Para te ajudar, temos algumas dicas sobre o que não deve faltar e o que deve ser evitado durante a escrita da sua sinopse, para que ela seja capaz de conquistar o leitor.

1-Entenda qual o diferencial da sua história:
Analise sua história e os diferenciais dela (características marcantes do protagonista, problemas enfrentados por ele, lugares conhecidos e famosos onde a narrativa se passa, situações que podem causar fortes emoções no leitor,etc). Em seguida, pense em como você pode fazer o leitor se conectar com a obra através disso.

2- Seja breve.
Escrever sobre histórias de duzentas páginas em algumas linhas pode ser muito desafiador, mas é preciso que sua sinopse seja objetiva nos pontos principais da sua história para que possa ser lida em pouco tempo. Uma sinopse muito longa provavelmente não será lida por alguém que está passando por uma livraria com o tempo curto, por isso, ser objetivo é um fator importantíssimo.

3- Desperte curiosidade no leitor.
Livros que abordam temas polêmicos ou com temática de “suspense”, por exemplo, podem ter a sinopse trabalhada para despertar a curiosidade no leitor. Deixe informações no ar ou coloque frases impactantes no início.

4- Valorize o climax da história.
Traga o climax da história para sua sinopse, e deixe alguns dramas pessoais do seu protagonista evidentes.

5- Não economize tempo praticando.
Você pode demorar um tempo até conseguir escrever a sinopse ideal, então não tenha medo de pesquisar sobre este tema e pratique muito. Faça quantos rascunhos forem necessários.

Parece que agora está mais fácil, né? Agora você já pode começar a trabalhar duro na escrita da sua sinpse.

Um abraço e até o próximo post!

Os Sete Segredos

Diretamente da nossa agência de desenvolvimento de talentos narrativos, Hardcover, pra telinha do seu celular ou computador.

“Os Sete Segredos” escrito por Lilian Stocco, vai te envolver em uma narrativa cheia de amor, conflitos e descobertas!

Os Sete Segredos

No coração de São Paulo a jovem Laís e sua amiga Vânia têm o emprego dos sonhos. Irmã mais velha de três filhas, ela divide seu tempo entre o trabalho, amores impossíveis, baladas às sextas e as peripécias de suas irmãs. Estas insistem em tentar enlouquecê-la ou talvez matá-la de fome.
Quando parecia que tudo estava se encaixando em sua vida, o destino – com a ajuda da cegueira do amor – acaba por arrasar seu coração.
Perdida, ela se depara com um apoio inesperado, o qual vira seu mundo, aparentemente estável, de pernas para o ar.
Enquanto seus impulsos a levam cada vez mais fundo nessa trama, capaz de envolvê-la física e emocionalmente, Mauro, seu inesperado par romântico, lhe apresenta um novo e secreto universo de prazer.
Mas as cordas do destino subitamente insistem em apertar seu pescoço, sufocando-a em suas angústias.
Laís precisará descobrir a força e a confiança que não sabia que existiam dentro de si se quiser viver esse novo amor e livrar-se de um passado sombrio que insiste em engoli-la lentamente. 

Lilian nos contou um pouco sobre a criação do seu livro, sua fonte de inspiração e como a Hardcover tem auxiliado sua carreira. Confira:

1- Como é o seu processo criativo?

Primeiro surge o plot da história. E sobre esse plot eu começo a desenvolver os personagens para dar vida ao plot, com suas características, vícios e virtudes. A próxima etapa é ambientar a história e os personagens e depois dessas pesquisas é começar a escrever o que eu quero que aconteça em cada cena, em cada parte da trama do início ao fim. Com esse rascunho pronto eu começo a escrever a história capítulo por capítulo em sequência e desenvolver os diálogos dentro do comportamento de cada personagem até desenrolar cada nó da trama. O único detalhe é que eu não anoto nada, crio tudo na mente e despejo em cada capítulo as informações. Como se fosse uma grande linha do tempo que se desenrola até mostrar todos os seus detalhes.

2- De onde vem sua inspiração?

Posso dizer que dos trabalhos artísticos que me envolvo. Atualmente trabalho nas áreas de artes visuais, fotografia, design, tenho uma marca de estampas personalizadas além de dedicar-me a escrita. Então cada área que trabalho e me dedico durante a semana me permite encher meu repertório pessoal de ideias, sensações, opniões, imagens, pessoas e suas histórias, tudo isso passa automaticamente durante o desenvolvimento dos plots. Atualmente estou desenvolvendo 5 histórias e cada uma delas está interligada as pessoas, situações e vivências que presencio a cada dia.

3- Qual a maior dificuldade que você encontrou durante a escrita do seu livro?

A escolha dos nomes dos personagens.

4- Qual a sensação de receber um feedback positivo dos leitores sobre seu livro?

É saber que a sua história está alcançando seu público e que o caminho que o escritor está trilhando está certo.

5- Como a Hardcover te ajudou no processo de criação de suas histórias?

Na instrumentalização. Muitas vezes a gente já faz de uma determinada forma , mas inconscientemente. A partir dos cursos, vídeos e dicas da Hardcover é possível entender cada parte do desenvolvimento da história além de poder controlar esses elementos dentro da sua obra, fisgando os leitores.

Siga a Autora em suas redes sociais e acompanhe seu trabalho:

Muito obrigada por ler até o final! Um abraço e até o próximo post. ❤

O que todo escritor de ficção deve saber!

Você sabia que existem algumas coisas que todo escritor de ficção deve saber?

Existem alguns pontos necessários que um autor de ficção precisa se atentar na hora de começar a colocar suas ideias no papel, já que, este gênero literário exige uma imaginação fértil e muita originalidade.

1- Leia muitos livros de ficção!

Se você ainda está germinando a ideia de escrever uma ficção, saiba que ler muitos livros desse tipo é excelente para que sua imaginação comece a trabalhar. Procure autores que são referências do gênero e não economize tempo para leitura. Só não se esqueça, busque inspiração mantendo sua originalidade.

2- Escrever textos bons, exige perspectiva.

Para dar vida a uma história que não seja superficial, você deve enxergar o que parece óbvio de maneira diferente. Escritores sentem e observam de formas únicas, e é desse talento que as boas histórias nascem.

3- Uma boa ficção precisa de bons personagens.

Não adianta ter o enredo perfeito, se seus personagens não têm profundidade para protagonizá-lo. Invista em técnicas para deixar seu personagem marcante, as melhores dicas para isso são, pesquisar e ter uma boa fonte de inspiração.

4- Bons personagens merecem viver boas histórias.

Também não vale criar personagens maravilhosos para viverem uma jornada superficial. Uma ficção bem escrita, exigirá muita técnica e dedicação.

5- Escreva o que te trouxer prazer!

Não comece a escrever uma história cheia de zumbis se o que você realmente gosta é de vampiros. Jamais busque escrever temas que estão em alta buscando visibilidade. Um bom livro deve ser escrito com paixão. Caso contrário, não irá conquistar muitos leitores.

Agora que você já conhece as peças fundamentais, já pode começar a trabalhar para escrever sua ficção de uma maneira que conquistará os leitores desde o início!

Muito obrigada por ler até aqui!

Vida de Autor!

Olá, leitores!

Hoje é dia de apresentar mais histórias boas para vocês. Se você gosta de livros com protagonismo feminino, se prepare, porque vamos trazer uma autora que se dedica a escrita desse tipo de obra!

Carol Façanha, 27 anos, é escritora e doutoranda de literatura de língua inglesa na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ). Participa como escritora integrante da Sala de Storytellers WolfPack, comandada pelo autor de terror nacional, André Vianco. Em seus livros e na sua pesquisa, lida com armadilhas simbólicas em personagens femininos através de releituras de obras clássicas ou pesquisando os gêneros da Poética Gótica e da Distopia Contemporânea.

Sobrevida dos Pássaros

“Desde a Medida 91, mais mulheres estão sendo inindentificadas. Cada vez mais, dedos são apontados uns
aos outros conforme mulheres se acusam e são levadas para interrogatórios, jamais sendo
vistas novamente.

Cyntia está preocupada que Apolina, sua patroa, possa estar envolvida em alguma
atividade ilegal. Ela tem sido relapsa com a sua aparência, a causa principal para uma mulher
ser inindentificada em Luminosa. Aquela que for pega fora dos padrões de Etiqueta e
Compostura será convidada a seguir para o temido Interrogatório.
Mal sabe Cyntia que sua ansiedade é mais que justificada, pois Apolina conseguiu
colocar as mãos num artefato perigoso. Um artefato que poderia comprar, para todas que
vivem em jaulas, a liberdade que elas esqueceram de sonhar.
Em Luminosa, nada é o que parece.
Por baixo da ofuscante penugem de um pavão, jamais é possível prever o que estranha e maravilhosa criatura carrega em suas profundezas e por vezes as armas mais eficientes que temos caminham na fronteira do que nosso inimigo espera ver e do que efetivamente está em curso nos bastidores. Por baixo das volumosas saias de tafetá das belas senhoras de Luminosa, entre um chá das cinco e uma risada cintilante, se esconde a chave da liberdade daquelas mulheres que mesmo intensamente vigiadas, se lembraram de olhar para os céus e se inspirarem nas nuvens para recuperar as
asas que lhe foram tomadas, uma medida por vez.”

Perguntamos à Carol, um pouco sobre seu processo criativo e como a Hardcover tem auxiliado em sua carreira. Confira:

1- Como é o seu processo criativo?


Ele tem variado, pois tenho aprendido com alguns tombos que levei, Atualmente, sou admiradora do regime fast draft, em que a primeira escrita se dá em maratonas velozes, em jorro de pensamento, justamente para que eu não peque pela autossabotagem. Porém, para que este regime funcione, é necessário severidade na preparação e no planejamento desta etapa.


 2- De onde vem sua inspiração?

Ah, de muito lugar.. principalmente da música, no Spotify tem álbuns inteiros que são verdadeiras obras de arte, me colocam no centro da história e até me revelam coisas que eu não sabia inicialmente. É uma espécie de transe. O Pinterest também é ótimo, mas por algum motivo é mais fácil me desfocar com imagens. Posso ficar horas no Pinterest caçando fotos, mas ao final deste período sinto que investi mais num hobby do que numa imersão imagética ou numa pesquisa de romance.


 3- Qual a maior dificuldade que você encontrou durante a escrita do seu livro?


 O medo do patético. Quando eu estou escrevendo pela primeira vez, fica muito óbvio para mim quando algo não está funcionando, é como um sino que não para de tocar. E, como pode imaginar, é imensamente desconfortável escrever ao som de um sino, uma espécie de coro grego bradando a plenos pulmões no meu ouvido “isso não está bom o suficiente”. Abandonar a escrita no meio foi meu maior problema e, nesse sentido, encontrar uma rede de apoio foi essencial para mim, Não vou dizer que hoje não tenho medo nem que o desagradável coro grego da vergonha me deixou, mas definitivamente me sinto mais equipada para não me deixar convencer pela sua sinfonia. Conhecer algumas das técnicas que o Vianco apresenta, em especial as fábulas, foi também interessante para me servir de bússola e me ajudar a desenvolver um pensamento crítico: isso não está funcionando mesmo ou é só a minha autossabotagem atacando de novo?
No geral, é minha autossabotagem não entendendo os percalços naturais de todo processo criativo.

4- Qual a sensação de receber um feedback positivo dos leitores sobre seu livro?


É muito gratificante. Mas mais do que receber feedback com elogio à minha escrita, gosto mais do sentimento de identificação. O George Orwell, escritor que gosto muito e que escreveu a distopia 1984 falou algo que ressoa muito comigo:  “‘Perhaps one did not want to be loved so much as to be understood” (“Talvez mais do que ser amado, nós queremos ser entendidos”). Acho que quando comecei a rascunhar os primeiros contos, eu realmente achava que o que eu queria era a celebração do meu modo de escrever, mas depois, e com a repercussão do Sobrevida (dos Pássaros), tenho me tocado que não. O que eu queria era esta sensação de reconhecimento que a escrita produz, esta conexão humana que vai e volta. O leitor se identifica com algo ali que escrevi e me dá o feedback, e aí subitamente estamos ligados por uma espécie de magia, um ensaio de amizade que parece dizer: “olha, eu te entendo, eu já passei por algo assim, eu já senti algo parecido”. E acho que até mais do que isso: “eu te enxergo”. Essa conexão humana, me parece, é o maior legado da arte, nos aproxima um dos outros. Ironicamente, o mito do gênio amargurado trancado num quarto ainda vigora em alguns círculos de escritores, o que lamento. A escrita me devolve ao mundo, não me aparta dele.

5- Como a Hardcover te ajudou no processo de criação de suas histórias?

Acho que a questão toda foi a troca entre os escritores e o conhecimento dos cursos. Entrar numa cadeia de pessoas que estavam buscando a mesma coisa que eu (ou não, como depois fui percebendo as nuances dentro dos grupos) e a oportunidade de trabalhar diretamente com o Vianco na Sala WolfPack foram dois divisores de águas. Mudou a forma como enxergo a escrita e como enxergo a mim. Me fez entender também que a escrita funciona em bases muito mais colaborativas do que a gente imagina no início. Quebrou a redoma que eu tinha construído nos primeiros anos de escritora silenciosa. Naquela época, a escrita era um segredo que eu tinha num quarto escuro às 5 da manhã. Mas se por um lado a escrita é isso,isto é, trabalhar em “gabinete fechado”, ela também pode ser mais: pode ser achar irmãos de alma e escrever junto com eles, pode ser aprender com autores de outros gêneros. A escrita pode ser bem mais que uma arena de egos inflados. E a escrita pode também ser um espaço de fé, de coragem, de recomeços. A escrita podia ser tudo isso e eu não sabia. 

Além de Sobrevida dos Pássaros, você ainda encontra mais uma grande obra da autora na Amazon:

Filha da Lama

A tradição rebenta na costa todas as estações, verão e inverno.
Não há nada mais poderoso que a tradição.
Mas o Primeiro Cântico de Solarium pode te surpreender.

Cavalgue pelos condados do norte e desvende os mistérios por baixo das plantações de trigo. Com mais coragem, conseguirá passar pela Ponte Levadiça, não hesitará à visão do torreão de pedra e ganhará o pátio.

Você está perto agora.

Talvez consiga atravessar pela multidão que celebra mais um Festival da Purificação e alcance o Átrio do Castelo do Rei Sol. Talvez consiga até mesmo cortar caminho pelo Vestíbulo Esquerdo e não se deter para admirar o quadro da Rainha Cécile na Sala do Trono.

Os últimos raios de sol já despontam da torre mais alta do Castelo de Solarium e você chegou a tempo. Bem a tempo de espiar pelos olhos de uma jovem amaldiçoada em um reino em ruínas. Ignis Solaris vai guiar seus passos.

O meu único conselho antes de ingressar em tortuoso trajeto: Não siga as aranhas.”

Para saber mais sobre a autora, siga suas redes sociais e acompanhe seu trabalho. Acesse o link: https://linktr.ee/carolfsmwrites

Muito obrigada pela atenção e até o próximo post!

28/08/20020

Como começar a ler

Todo mundo já sabe que a leitura é essencial para para a nossa formação e cultivar o hábito de ler é primordial para conquistar conhecimentos que irão mudar a nossa vida. Se você está tentando começar a ler ou retomar o hábito da leitura, neste post eu vou te dar algumas dicas que poderão te […]

Como começar a ler

Série Indica- Especial Hardcover -2º Episódio!

O segundo episódio da série Indica, já está disponível lá no perfil da autora Lilian Stocco

e a autora que teve o seu trecho lido foi Aline Bassoli, aluna da Hardcover.


Você que ama histórias de amor, não pode perder.

As Estações do Nosso Amor – Aline Bassoli


” Abri a porta de madeira e logo senti o aroma de terra molhada que vinha do singelo jardim interno. Apoiei-me no parapeito e olhei ao redor apenas para admirar as curvas escuras que os morros de Sintra faziam em contraste com o céu claro iluminado pela Lua.

— Sem sono? – disse uma voz quase sussurrada, fazendo com que meu corpo inteiro se arrepiasse.

— Pois é. – respondi encarando um Josh sem camisa e sem disfarce, com um sorriso maroto nos lábios. – Você também?

— Aham. – ele respondeu observando-me de cima a baixo. Agradeci internamente por estar usando uma camisola mais decente e não as camisetas velhas e rasgadas que eu adorava. – Está uma linda noite, né? – ele disse se aproximando de mim e foi quando eu percebi que não havia uma divisória entre as sacadas.

— Esplêndida. – eu respondi num sussurro.

Josh parou a centímetros de mim e voltou seu olhar para cima.

— Fazia muito tempo que eu não conseguia observar um céu tão lindo assim. – ele disse ao meu lado.

— Sim… Mas hoje não está uma noite boa para se apreciar o céu, e sim a Lua.

— Por que diz isso? – ele me encarou curioso.

— O brilho dela ofusca a beleza das estrelas. – continuou me observando. – A noite precisa estar sem luar para uma boa observação, só assim para enxergarmos bem as estrelas e até algumas galáxias. – sorri para ele. – Quando está assim, majestosa no céu, todas as atenções estão voltadas pra ela.

— Nem todas. – ele disse e me olhou profundamente.

Senti minhas bochechas corarem e fiquei sem saber o que fazer. Meu desejo era de me entregar àquele turbilhão de sensações que corriam em minhas veias, mas eu não tive coragem. Então eu quebrei o contato visual e voltei a olhar para cima.

Pelo canto do olho percebi que Josh deu um sorriso decepcionado e logo ele também tinha voltado a fitar a imensidão negra sobre nós. Ficamos em silêncio por um tempo até que um arco incandescente riscou o céu.

— Você viu aquilo? – ele quebrou o silêncio empolgado.

— Sim, uma estrela cadente. Faça um pedido!

Josh sorriu com minha “ordem”, mas calou-se e se concentrou em seus pensamentos. Pedi à estrela que aquele sonho todo virasse realidade, mesmo não acreditando realmente na lenda. Josh esboçou uma pergunta, mas eu logo o interrompi.

— Ninguém pode ficar sabendo do seu pedido, senão ele não se realiza.

— Sério?

— Bom, é o que diz a lenda. – eu respondi e voltei a olhar o céu.

Conforme o tempo passava, a visão se acostumava à situação de claridade e era cada vez mais fácil ver estrelas despercebidas minutos antes. Girei a cabeça para observar mais partes do céu, até que senti uma ligeira tontura e meus joelhos falharam por um instante. Num segundo parecia que eu tinha perdido o chão e no seguinte eu estava aninhada nos braços protetores do Josh.

Elevei meu rosto e nossos olhos se encontraram novamente. O brilho que eu vi fez com que eu entendesse todo o sentimento ali represado: Josh me amava. Indo contra todas as possibilidades, regras e circunstâncias, eu li naquele belo par de esmeraldas que ele me amava.

E eu só pude constatar, quando meu coração falhou uma batida, que eu também estava realmente apaixonada por ele. Perdidamente apaixonada.

Instintivamente nossos rostos foram se aproximando e eu sabia que seguíamos para nosso primeiro beijo quando fomos interrompidos pelo celular que começou a tocar. Eu estava disposta a ignorar tudo, menos o dono daquele toque.

Por mais que o momento com o Josh estivesse completamente perfeito, eu tinha que atender aquela ligação. Não sei como tive forças para me libertar daqueles braços que eu tanto desejava e segui para dentro do quarto.

A chamada não durou muito, na verdade, e logo em seguida voltei para a varanda, na inútil esperança de ainda encontrar o Josh por lá, mas ele não estava e a porta do seu quarto estava fechada.

Caminhei sorrateiramente até a porta da sua varanda, ensaiei duas ou três vezes uma batida, mas como não havia nenhum barulho vindo de dentro do quarto, acabei desistindo e voltei cabisbaixa para meu quarto, largando-me na cama com uma mescla indecifrável de sentimentos.

O dia chegou com um ar melancólico. Ao contrário do que havia acontecido durante toda a nossa viagem, aquela manhã começou nublada e mais fria que as outras. A noite mal dormida, recheada de pesadelos e períodos de insônia também não ajudava muito na coragem para levantar.

Mas aí me veio à mente que era meu último dia com o Josh e eu não podia perder nem um segundo sequer da sua companhia, mesmo depois da cena da noite anterior. Não sabia como seria nosso reencontro, qual tom teria, mas mesmo assim era minha chance de me desculpar.

Levantei rapidamente da cama depois desses pensamentos, passei uma água no corpo e organizei minha bagagem. Segui para a porta e assim que girei a maçaneta, topei com um Josh de feições cansadas, com o punho erguido, prestes a bater.

Passamos por aquele momento estranho de constrangimento e seguimos em silêncio para o restaurante.

Aquela situação era horrível, nem parecíamos as mesmas pessoas dos dias anteriores; na verdade, parecia que havia um precipício entre nós. Ainda em silêncio nós nos sentamos à mesa para iniciar a refeição.

— Ok, isso está péssimo. – eu disse num desabafo. – Desculpe ter entrado subitamente ontem, Josh, mas eu realmente tinha que atender aquela ligação.

— Nanda… eu… – ele começou, mas eu o interrompi.

— Era o Alex naquela ligação. – eu disse e ele prestou toda atenção ao meu relato.

Depois de explicar a ele toda a conversa, percebi que finalmente o clima pesado entre nós havia desaparecido. Ele estava dizendo que estava feliz pela situação ter se esclarecido quando foi interrompido pela simpática senhora da noite anterior.

— Minha querida, aqui está mais um detalhe sobre a visita ao menir dos namorados.

— Ah, obrigada. – agradeci sob os curiosos olhos do Josh.

— O que eu perdi? – perguntou assim que a senhora nos deixou.

Expliquei que havia esquecido meu celular na mesa após o jantar e, quando voltei para busca-lo, dona Maria e eu ficamos conversando um pouco. Ela me disse que havia mais um ponto turístico aqui em Portugal para conhecermos e que era no nosso caminho: Rocha dos Namorados.

— Hum. – ele murmurou. – Rocha dos Namorados?

— Pois é. Ela… Bem… – eu meio que engasguei.  – …ela disse que é um lugar lindo. – Josh me olhou mais intensamente e tive certeza de que ele não engoliu aquela resposta.

— Bom, já que é caminho, não vejo motivo para não passarmos por lá. – ele disse.

Era muito óbvio que ambos estávamos cautelosos com as palavras naquele dia. Logo depois do café pegamos nossas coisas e seguimos para Évora.

Contrariando toda a nossa afinidade, quase não conversamos durante a viagem, que durou cerca de duas horas. Aquilo estava me incomodando muito, mas Josh parecia perdido demais em seus pensamentos, como se ainda estivesse processando tudo o que acontecia.

Em Évora pegamos outro ônibus, com destino a Reguengos de Monsaraz, a cidade onde ficava a tal rocha. Essa viagem foi um pouco mais curta e cerca de uma hora depois nós finalmente chegamos ao tal lugar.

Ambos caminhamos olhando atentamente para o tal monumento e dava para perceber que não era tudo aquilo. Já tínhamos passado por tantos lugares muito mais interessantes que aquela rocha foi muito decepcionante.

Em dado momento encontrei um plaquinha contando a lenda do menir e, claro, comecei a rir.

— Ok, é injusto só você saber a piada. – ele disse fingindo aborrecimento.

— Bobo. É só a lenda da rocha. – e traduzi para ele. – Diz aqui que se uma moça noiva jogar uma pedra e conseguir fazer com que ela fique no topo do menir, o casamento se realizará em menos de um ano.

Claro que Josh me instigou a jogar uma pedrinha, mas eu tinha acabado de ficar solteira, então não havia sentido fazer aquela “consulta”, mas ele insistiu tanto que acabei cedendo… com a condição de que ele também jogasse uma pedra.

— Mas a lenda não diz “moças”? – ele me questionou fingindo espanto.

— E não diz “somente as noivas”? – eu retruquei com um sorriso divertido.

— Ok, ok. – ele cedeu. – Vamos juntos então. – e passou a procurar por duas pedras.

Ele parecia tão compenetrado procurando pelas pedras perfeitas que não contive mais um largo sorriso. Enquanto ele se empenhava em sua busca, peguei duas pedrinhas que estavam bem ao meu lado e esperei.

Quando ele finalmente se cansou de procurar, mostrei as que tinha pego e nos posicionamos ao lado da rocha.

— No três? – perguntou.

— Humm… Não sei se vou conseguir, isso é meio alto demais. – e ambos olhamos atentamente para a rocha.

— Sem desculpas, Nanda. – me desafiou. – No três.

Fizemos a contagem e arremessamos as pedrinhas ao mesmo tempo. Ouvimos o quicar das pedras no topo da rocha e elas não caíram.

— Ahá! Parece que nós nos casaremos em menos de um ano, Nanda. – ele disse me encarando risonho. “

Até o próximo post!

Série Indica- Especial Hardcover

Temos uma novidade para te contar!

Nesse mês de Novembro a Vivendo de Inventar em parceria com a autora Lilian Stocco, estão organizando a “Série Indica- Especial Hardcover” onde todo sábado, às 15:00, Lilian estará lendo trechos de livros escritos pelos membros da Hardcover lá no Instagram. O primeiro episódio será transmitido já neste sábado, 07/11/2020.

Para assistir, basta seguir a @lstoccoautora no Instagram!

Contamos com a sua presença!